A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta para o Brasil como o líder em cesáreas e alerta que o aumento nas práticas em partos se transformou em uma "epidemia".A declaração foi feita em Genebra, em uma tentativa de convencer médicos, hospitais e mulheres para que repensem os partos.
Para a OMS, cesáreas somente devem ser realizadas quando existem "motivos médicos".
"Desde 1985, sempre dissemos que a taxa ideal de cesáreas seria de 10% a 15% dos partos em um país", disse Marleen Temmerman, ginecologista e diretora de Saúde Reprodutiva na OMS. "Mas o que vemos é um aumento dramático", declarou.
Em 20 anos, todas as regiões do mundo registraram um aumento nos casos de cesáreas. "Há uma epidemia, mesmo quando não existe uma necessidade médica", declarou a diretora, indicando que mesmo na África a taxa também aumentou.
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