domingo, 5 de maio de 2013

Tarifa de ônibus provoca atrito entre Beto Richa e Gustavo Fruet


Aliados e colegas de partido em 2010, os hoje adversários Gustavo Fruet (PDT), prefeito de Curitiba, e Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, experimentam sua primeira "queda de braço".
O motivo é a tarifa de ônibus de Curitiba, que recebeu subsídio do governo estadual quando Luciano Ducci (PSB), aliado de Richa, estava na prefeitura, no ano passado.
O repasse de R$ 64 milhões garantiu que a passagem do ônibus metropolitano fosse a mesma de Curitiba, e evitou um reajuste maior em ano eleitoral.
O dinheiro acaba na próxima terça-feira, e Fruet, que assumiu em janeiro, já ameaçou romper a integração, que é deficitária, e disse que irá assumir o custo do sistema por um mês "até que o governo se defina a respeito".
"Não é possível o trabalhador sair de casa no dia 8 sem saber quanto pagará pela passagem", afirmou Fruet.
O prefeito diz não querer discutir o tema politicamente e atribui a responsabilidade ao Estado por questões "legais". Desde a campanha, porém, destaca que o subsídio foi criado em ano eleitoral. O Ministério Público analisa a motivação do repasse.
O governador afirma que a medida foi "emergencial" e já acusou Fruet de estar "choramingando". "Fui prefeito de Curitiba por cinco anos e meio, baixei a tarifa e não pedi subsídio a ninguém", disse o tucano, que afirma faltar dinheiro ao Estado.

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