segunda-feira, 13 de maio de 2013

Serviço Vip do Senado, oferece carregador de malas e segurador de placas

A sala de pouco mais de 20 metros quadrados mantida pelo Senado na área de embarque do Aeroporto Internacional de Brasília, num corredor com outras quatro salas, é a única protegida por vidro espelhado, impedindo a visão do que acontece lá dentro.
Situada entre a seção de achados e perdidos e um posto do BB Turismo, a sala não tem janela nem ar-condicionado. Conta apenas com um ventilador simples para espantar o calor dos funcionários engravatados do Senado que lá trabalham e não ganham menos que R$ 15 mil mensais.

Conhecidos como carregadores de mala de senadores, os servidores também atuam como seguradores de placa.
No fundo da sala, atrás de uma divisória, uma espécie de área VIP não tão VIP: um sofá velho de couro preto de três lugares.
Em vez de senadores, quem usa o espaço com frequência são funcionárias de companhias aéreas que trabalham nos balcões em frente à sala e usam o espaço para esticar as pernas. A sala também serve de refeitório para elas, que esquentam suas marmitas e comem lá mesmo.

Nove funcionários,  com salários entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, trabalham na sala, divididos em turnos.
 

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