- "São recomendações que precisamos ver com muito cuidado. Já surgiram vários estudos que mostraram um número bastante grande de mastectomias realizadas em pacientes, em que depois se afastou o risco de câncer. Então, tem que ser analisado com muito cuidado e cautela, na relação do médico com paciente", afirmou nesta terça-feira (14).
Padilha disse que não poderia opinar sobre a decisão de uma paciente específica, e afirmou que não há consenso mundial sobre a cirurgia como forma de prevenção à doença.
"Existem algumas abordagens mais radicais e outras abordagens, apoiadas em estudos, que demonstram que talvez seja melhor acompanhar a paciente para não ter que fazer uma cirurgia. Uma mastectomia não é uma cirurgia qualquer: prevê riscos, pode ter infecção, a mulher que retira o seio pode ter impacto psicológico", disse.
A orientação do Ministério da Saúde, continuou Padilha, é para que mulheres com história de hereditariedade de câncer de mama comecem o acompanhamento específico a partir dos 35 anos, seguindo as recomendações do médico para cada caso.

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