Uma das mulheres que acusa Marcos Pereira de estupro disse em depoimento à polícia que o pastor chamava garotos de programa para participar de orgias e que mandava que as pessoas pedissem perdão depois das relações sexuais. O pastor foi preso na noite de terça-feira (7), quando saía da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, na rodovia Presidente Dutra.
Em um dos depoimentos, a mulher contou a dinâmica dos abusos. Ela disse que o pastor via nela um "espírito de lésbica", e que então passou a ser chamada por ele em seu gabinete. Tempos depois, ele começou a assediá-la.

Imagens do dia - pastor Marcos Pereira, 56, presidente da igreja Adud (Assembleia de Deus dos Últimos Dias), foi preso sob a suspeita de estupros, homicídio, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele teve o cabelo raspado após ser levado para o Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro Divulgação/Seap
"A declarante se recorda que participou um garoto de programa [da orgia]. [...] Marcos passou a querer que a declarante aliciasse outros membros da Adud para participarem daquelas orgias, porém a declaraste disse que não faria aquilo. [...] Após o ato sexual, o Pastor Marcos ordenava que os participantes do ato pedissem perdão uns aos outros sobre o que havia ocorrido e que após procurassem o Ministério da Adud, na figura de um diácono, evangelista ou presbítero, que pedisse a ele também perdão, informando que foi enviado pelo pastor, porém mantivesse em segredo o que havia ocorrido", diz a mulher em depoimento prestado em abril deste ano.
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